As vezes me sinto uma perdida que mal entende o que vê. Tem gente que é tão forte, e insiste em mim. Quando eu digo "lidar comigo é um exercício constante" algumas pessoas riem. Meus caros, se eu tivesse vocabulário para explicar, teria mais volumes que qualquer livraria, e menos sentido que Friedrich Nietzsche, e olha que eu tento. Tento mesmo. Ser menos relapsa, ver o lado bom de chorar, segurar a mão, e admitir - sou menor do que supunha ser. E é tão mais fácil repetir " não é nada, não é nada", e quando o meu mantra se resumir em omissão, estarei sem companhia. E isso, meu bem, não combina comigo. Eu sou do tipo que gosta que adivinhem, que gosta que se resolvam comigo, eu sou do tipo bem cretina, que acha que o mundo deveria compreender meu adorável silêncio. Ah o meu silencio, como é barulhento . E isso, meu bem, não combina com você. Sabe, não é que eu me empenhe em te maltratar, mas acontece que a gente não acorda, toma um gole de café forte e simplesmente muda de opinião. É um processo, hoje sou amena, uma conotação de conhecimento, mas não quero estabelecer quem sou, não quero definir esse meu "EU" , que já foram milhares de " EU's, no passar dos anos. E não sendo o suficiente, de tudo que me perturba, o que realmente dói é não ser nada parecida com suas projeções. E tem gente que é tão louca, mas tão doida, que insiste em mim.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
"Zelo, por que gosto e zelo por aquilo que não se nota. Rezo pra que meu pesadelo esvaia como o vazio que outrora fora cheio. Em meu devaneio, leviano como só ele pode ser, agouro de belas flores mortas. Tortas portas que entro para sair do centro da atenção de quem odeio. Zelo pela angústia que me traz o pensar vil, e o desvelo que tenho em receber elogios que tão pouco são para mim. O titubear demente do doente que de ciúmes da mente, o pulso abriu. E espera impassível e ávido aquilo que para muitos seria o fim. Zelo pela cura e pela dor, pois uma sem a outra não vive. E crivo meus dedos no escárnio social e bestial da indiferença. Na crença do poder através de luxuria, ganância, intolerância do que não tive, nunca terei, pois sordidez maior só há em quem ostenta e acredita na diferença. Zelo pelo o amor elevado e pela culpa predestinada, a quem tem, menos sina, menos oportunidades, menos vida. Afortunada vida. E choro pela melancólica canção que ao seu término sempre se diz, amém. Mas corre também o rumor que para tudo que foi feito pela entrada, há sempre uma saída. E zelo por fim, por mim mesma, um ser triste e que meramente existe. A cada tropeço me esqueço que posso me erguer, levantar sozinha.E por isso, me acho, por vezes, no chão e sinto noite no mais estonteante clarão. Mas se o escuro sempre há de existir não creio que meus cuidados sejam em vão, Sinceramente, acho que não."
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Let´s Play a song - Slipknot - Duality
"Enfio meus dedos nos meus olhos é a única coisa que faz a dor parar. Mas é feito de todas as coisas que tenho que aguentar. Jesus isso nunca acaba, te corroe por dentro e se a dor continuar? Eu já gritei até minhas veias explodirem. Esperei o tempo passar. Agora tudo que eu faço é viver com esse destino. Eu desejei isso, reclamei daquilo. Deixei pra trás um pequeno detalhe. Você não pode matar o que você não criou. Tenho que dizer o que tenho que dizer e depois juro que vou embora, mas não posso prometer que você vá gostar desse barulho. Acho que vou deixar o melhor pro final. Meu futuro parece um grande passado. Você riu de mim, porque não me deixou escolha.
Me refaça ou separe a pele do osso. Me deixe em todos os pedaços e depois pode me deixar sozinho. Me diga que a realidade é melhor que o sonho.... Mas eu descobri do pior jeito que nada é como parece. Tudo que eu tenho é insanidade!" Slipknot - Duality
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Eu já estive diante de todo o mal que pude suportar. Então não tenho medo de mais nada. Ontem apenas meus olhos foram furados e dilacerados pela gana de ser feliz, aquele que me segue, não se perdeu, e não pode entender a minha desorientação. Na minha mente, imaginando o que vou ouvir, eu estive diante dos erros cometidos, e pela minha fé inabalável, eu quis ser suficiente e merecedora da mão que me acolhia, eu quis que fossem limpas e puras, que não me soltassem, e enquanto havia força, escolhia indubitavelmente acreditar. Eu estive diante de falhas que me perdoei generosamente, e aqueles (poucos) que ouviram meus desabafos, não poderiam saber dos motivos que me cativaram à apostar minhas fichas numa mudança, mas agora sou outra pessoa e eu preciso dar o meu melhor, mesmo se a troca nunca acontecer.
Estou saindo ilesa dessa gaiola de 'poréns', e aqueles que já não me aliviam, e que não acreditam na minha mudança, são males que não vieram para o bem. Sal grosso, arruda... vou me benzer.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
I need release
E então, a gente passa uma noite inteira chorando e percebe que o motivo pra isso nem existe mais. É meio que um vício nessa coisa de sofrer, de embebedar as causas perdidas. E surge uma amnésia alcoólica que faz as músicas depressivas ganharem magicamente mais sentido, e a gente pode criticar os filmes de amor sem peso na consciência. Depois que acordar sentindo aquela ressaca emocional, nem vai se dar conta que bebeu tudo aquilo sozinha, ninguém disse: "vc vai se ferrar na vida" - a gente gosta de inventar cada dor viu?
É que ser feliz assusta.
sábado, 20 de abril de 2013
Ontem, votando do trabalho, da janela do carro, fiquei olhando o céu. Muito piegas isso, mas fiquei. E me lembrei de você. De quando te conheci... É aquele tempo agradável sabe? Quando a brisa fica gelada, e mesmo se você deitar embaixo do sol, só esquenta de leve, uma sensação bem gostosa. É praticamente um 'abraço da tarde' em você. Então, dá aquele arrepio de frio, mesmo embaixo do sol, e enxergamos tudo meio azul, bem fraquinho, porque a claridade insiste em fazer os olhos fecharem, é um aviso para descansar o corpo, a mente, e a alma. Pensei no nosso domingo, pensei mesmo, assim do nada. Pensei na nossa preguiça, na vontade de não levantar e ficarmos ali, só conversando, estirados no nosso tédio incompreendido. Lembrei de como eu queria ficar o dia todo sem planos, te olhando, e te beijando vendo seus olhos fechados, porque não basta namorar, tem que ser brega ao extremo, tem que fazer contato físico peculiar. Me deu uma saudade, da brisa gelada, da claridade e das tuas costas dos seus antebraços, que eu sempre puxo (às vezes de leve, às vezes não) quando estão em volta de mim. Acho que isso tudo é pra te dizer que eu tô aqui, sofrendo por antecipação. Parece drama, afinal, o que são 30 dias? O que são 720 Horas? O que são 43.200 Minutos? O que são 2 milhões e 592 mil segundos? Isso é só meu mundo parando, meu mundo sendo levado numa bagagem e por alguns instantes, em estado de criogenia. Não tô desmerecendo sua agonia, mas... meu querido, pra quem vai é sempre pior. E eu sou adepta à ter um vício pra dramatizar que vc conhece bem hahaha.., até a Televisa invejaria meu drama,mas, que culpa eu tenho, se o que eu mais sei fazer na vida é sentir saudade?
domingo, 14 de abril de 2013
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo acessando, vez ou outra, lugares da memória que eu adoraria que fossem inacessíveis, tristezas que não cicatrizaram, padrões que eu ainda não soube transformar, embora continue me empenhando para conseguir.
domingo, 31 de março de 2013
Eu tenho pressa...
Aquela urgência de me jogar, de estar aqui sem saber das razões, de ser algo além de limites, de não explicar o que se passa no exterior, de ser interior sem medo, de não saber a hora de parar, de temer sem hesitar, de sofrer danos sem arrependimentos, de cicatrizar aprendendo, aquela urgência, sabe? Quase que dilacerante, de viver...
"A vida é agora, aprende." Caio F.Abreu
domingo, 24 de março de 2013
Se eu pudesse te resumir...
O nosso tempo sempre foi insuficiente, era eu olhar para você que as coisas fugiam das sutilezas e aceleravam sem cerimônia, tudo ganhava um motivo para existir, sabe? Muitas das vezes que te encontro sofro por antecipação, sofro pelo tempo que não dura, que não consegue satisfazer os nossos assuntos, sofro pela simplicidade da palavra 'tchau'. Ontem eu mal compreendi a sua ousadia em acalmar meu sono, beijando os traços do meu rosto, ecoando palavras que me entregaram ao sadismo de tentar, ao menos por um minuto, ser mais do que feliz. Descansei meu corpo, e meus olhos, e minha voz, e meus medos. Eu quis dizer o pouco que você merecia ouvir, tentei te resumir, mas não pude. Não coube na palavra amor.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Tem dias que a gente só agradece. Não pede. Não reclama. Não lamenta. Agradece. Acorda pra vida, bem assim, abre os olhos, levanta, espreguiça as memórias ruins, e olha só pra frente. Enxerga melhor, dorme melhor, come melhor. Se encanta com coisas simples, e por alguns momentos, até se contenta. Busca força 'sabe-se-lá-de-onde' pra agarrar cada momento, pra trazer aos dias difíceis, uma cura. Agradece o passado, e toda a sua relevância, agradece o presente e toda a sua convivência, e agradece o futuro que não pertence à nós, mas que existe nessa vontade -quase que exausta- de seguir em frente. Se não acontecer como nas promessas, agradecemos os erros, e toda a sua resistência. Somos fortes agora, e estamos inteiros.
...e eu só agradeço.
quarta-feira, 20 de março de 2013
E cresce aqui dentro uma falta de tudo que submergiu à sete palmos do coração; é aquela pessoa que nunca mais irá falar com você, aquele pai que não dará nenhum conselho, aquele irmão que não irá sorrir de volta. E quando chega o tal futuro, bem mal resolvido - para ser mais franca do que trágica - traz à tiracolo uma artrose fudida, no estilo 'as doloridas cartas antigas', que por tantos anos evitamos relembrar. No fim, o peso desse passado, a gente carrega numa simples fotografia, onde os olhos denunciam uma saudade latente e quase, bem quase que me convence, que é pra frente que se anda ama.
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